/relembrança
José Loures
2024
Encontrei algumas fotos antigas da minha infância. Lembro vagamente desses momentos, em outras, não faço ideia do contexto, evento e até de quem são as pessoas em minha volta. Já em outras fotografias, estão pessoas que me machucaram, traumatizam e me fizeram mal por longos anos. Essas são memórias responsáveis por construir e destruir as nossas identidades. Então, foi utilizada uma Inteligência Artificial para dar vida para 12 fotos da minha infância. Contudo, essas são as minhas lembranças ou uma assombração virtual?

Antropomultiplocaosceno: protótipo HTMLJAVACSS
Vinícius ‘Apos’ Viana e Luiz Oliveira
2024

Buscando tensionar o “progresso” tecnocientífico do ser humano, este protótipo apresentado especialmente em formato de “Net Art” interativa, propõe, de forma randômica, a construção de vários termos/conceitos que cercam os sufixos “cenos” frente às crises. O espectador/receptor, através do clique do “mouse”, aciona o comando para a geração de diversos conceitos/termos, de forma aleatória, parodiando a discussão acerca do antropoceno. O trabalho joga com a escala imagética da evolução do homem Darwiniana, que, mixada à pintura de Paul Klee, “Angelus Novus”, remete ao conceito de história de Walter Benjamin.

Arcádia
Romario Batista
2024

O trabalho intitulado Arcádia foi elaborado mediante uma colagem digital, apresentando, ao centro, um homem em um formato Cruciforme e, ao lado, a cabeça de uma criatura que aparenta ser um cavalo ou um cão ou outro animal.

Arte e o ensino de arte em Minas Gerais: conversa com Maria Helena Andrés
Josue Barbosa
2023

Maria Helena Andrés, artista plástica, escritora e arte-educadora, lecionou desenho e pintura na Escola Guignard, tendo sido sua diretora em 1965. Desde 1940 participa de exposições, Salões e Bienais, nos anos de 1970 buscou conhecer sobre a cultura oriental. Em visita à Índia, onde voltaria algumas outras vezes, integrou sua visão ocidental ao mundo holístico, uma cosmovisão da vida que se inteira com a arte. Por isso, Pierre Weil (2015) vai dizer que de seu mestre Guignard, Maria Helena herdou a grande lição da libertação, “voltar a ser criança, […] uma criança consciente”. Em entrevista gravada em 2018, Maria Helena nos conta seu percurso de ligação com a arte, que compreende a integração da arte consigo mesma e com o coletivo, levando-nos ao sentido da arte como caminho de quem cria e se recria nesse caminhar… Sua narrativa nos toca e nos convida a refletir sobre a Arte como um registro do ser humano no seu caminhar sobre a Terra desde os tempos primitivos até os dias atuais.

Catalogue raisonné (Caminho para Marianna): Uma janela aberta para a obra de Guignard
Adriano Gomide
​2024

Instalação com colagem de imagem ampliada de um desenho de Guignard sobre uma parede; 9 (nove) molduras recicladas apostas sobre a ampliação, destacando elementos do desenho. Na parede lateral da galeria ficará exposto o desenho original de Guignard. O trabalho pretende chamar a atenção para a riqueza de detalhes dos desenhos de Guignard através do dispositivo de emolduramento desses detalhes, como janelas abertas para sua obra. Pretende também aumentar a conscientização para a urgência da catalogação da produção do artista para trazer maior conhecimento do seu legado e para o aumento da confiabilidade no que tange à autoria e procedência de suas obras.

Corporificações diversas de Marília de Dirceu por Guignard
Sabrina Gomes, João Paulo Santos, Lucas Aguiar, Bruno Moita
​2024

Esta proposta artística busca conjugar os estudos editoriais com as artes plásticas e a manufatura aditiva (impressão 3D). Para tanto, considerando perspectivas múltiplas editoriais, faremos um livro de artista relendo a edição especial da obra “Marília de Dirceu” de Tomás Antônio de Gonzaga, ilustrada por Alberto da Veiga Guignard, lançada pela editora IBC (Instituto Brasileiro de Cultura Ltda). Propomos um outro olhar, poético-plástico-tecnológico, do livro ilustrado pelo artista plástico Guignard. Segundo Julio Plaza no artigo O livro como forma de arte, o ilustrador dá ênfase em partes do textos nos de sente atraído, ao mesmo tempo em que cria uma narrativa visual, dessa forma, pensamos nessa obra para o evento como uma ode ao ato de desenhar. Ainda nesse sentido, apresentamos as ilustrações de Guignard em um outro suporte, que nos permite ver a obra do artista por ponto de vista diferente, concebendo o livro como um volume no espaço.

Delta Restore
Raphael Ferreira
2024

Delta Restore é uma videoarte pseudo-terapeutica, da série “Post Digital Therapy” que visa induzir estados de consciência com predominância de ondas cerebrais Delta, a fim de estabelecer padrões corporais derivados do sono profundo, com propriedades curativas. Em um contexto pós-digital, em que a crise de atenção oriunda de um excesso de Tsunami de informações (Han, 2023), estudos do campo da publicidade anunciam o máximo de 3 segundos para que um possível cliente acesse um conteúdo em um anúncio digital. Sendo assim, Delta Restore se propõe a oferecer ondas Delta em um espaço de tempo de meros 3 segundos.

Em se plant(ando) da série a_terra_dores
Flavia Leme
​2024

Realizei uma ação onde “plantei” meia dúzia de pratos de porcelana (os mesmos que me foram herdados da minha linhagem materna) num extenso campo devastado pela queima. Descalça, com os pés impregnados da terra e das cinzas, trajando um longo vestido da mesma cor da terra vermelha que me rodeia, andei diagonalmente da esquerda para direita, depositando ritmadamente os vazios e áridos pratos naquela paisagem igualmente vazia e árida. Como se quisesse plantar ali minha ancestralidade, mas, ao mesmo tempo, como se almejasse deixar para trás minha própria linhagem e história. E, ao encerrar a ação, saio da cena pela esquerda, do mesmo lado que comecei a jornada. Deixo o plantio, sem saber se dali alguma coisa vai dar.

Entre Aqui e Lá
Ana Claudia Marra
2022

Percebo o mundo em meu entorno de forma diferente. Fui transpassada por uma enxurrada de sentimentos num período turbulento em que as pessoas não sabiam mais o que fazer, até mesmo o contato foi cerceado. Um certo mal-estar foi instaurado. Nesse sentido, afeto e sou afetada por algo que não sei colocar em palavras – creio que seja saudades. Esse isolamento forçado nos fez pensar um pouco mais no aqui e no agora, em nossa finitude. A palavra de ordem é: desacelerar. Percebo que começo a entrar em conjunção com a ausência, com aquilo que me afetava e recebo de bom grado como se fosse uma velha amiga. Silêncio!! Consegue escutar??? Silencio minhas vozes, murmúrios incansáveis. É hora de silenciar, de escutar o que está fora para curar o que está dentro. Silenciar para me reconectar com o outro, com o entorno e comigo mesma. Sinto-me plena agora e começo a tomar gosto pelo silêncio e aproveito esse momento para me reinventar.

Equilibrio da Vida em Cores
Anderson
​2024

Aluno Guignard desde 2021 e fascinado com a beleza das cores, reflito na obra que na vida temos o bem e o mal. Para o bom equilíbrio, devemos entender que existe esses dois movimentos antagônicos mas que se entrelaçam. Pendular estes dois movimentos coloridos entre si, nos faz ver o colorido da vida e com isso fazer a melhor escolha.

Guignard
Alaôr Armeiro
​2004

Homenagem ao artista Alberto da Veiga Guignard. A obra retrata a cidade de Ouro Preto , que Guignard amava pintar. Sublima elementos recorrentes em suas obras , os que via e os imaginários, construindo uma beleza singular. O título, Guignard. O tema destaca o mestre, sem que o autor se abstenha de deixar sua linguagem, identidade e poética.

Hutukara: entre a pele e a casca
Marcela Cavallini
2023
Por entre as finas membranas de nossas naturezas são tramadas as linhas de uma dança cósmica. Um corpo que nasce carrega a força de esgarçar a pele e romper a casca. Sua busca, luz e escuridão. Frágil, cruel e violenta a metamorfose. Então fogo, terra, árvore, água e serpente ganham forma no tilintar da noite. Produzem espirais da morte em vida. O abismo da barbárie em curso e a degradação que se espalha em gotas de sangue na queima da seiva atravessando a casca, na pele que, ferida, deixa de sentir… nada ainda impede que tudo renasça sempre e a todo instante.”

Into my augmented reality bedroom: disturbing errors
Celina Lage
​2018

Este excerto faz parte de uma videoarte que surgiu durante o processo de criação de uma obra em realidade aumentada no software UNIT. Ao longo da composição, erros de codificação e falhas algorítmicas transformaram a experiência digital em uma performance inesperada, capturada diretamente da tela do desktop. Esses erros, ao romperem com a lógica programada, criam um espaço performático onde o colapso entre o real e o virtual revela as imperfeições e limitações dos sistemas tecnológicos. A obra investiga a interação entre o corpo, a máquina e a arte digital, refletindo sobre como os erros se tornam agentes criativos na produção artística. Incorporando elementos de realidade virtual e aumentada, o vídeo explora a estética da falibilidade e da desordem algorítmica, destacando as fronteiras porosas entre criação, controle e caos digital.

Kinesis celeritas I – 3D
Gui Mazzoni
​2024

Utilizando a ultrassonografia como ferramenta de criação, o autor conseguiu gerar imagens sonoras originárias do seu próprio corpo sob uma perspectiva artística. Essas imagens, bidimensionais, foram materializadas através da impressão com pigmentos minerais em papéis de algodão puro. A obra visa explorar a expansão dessas imagens para uma terceira dimensão, empregando softwares especializados para tal fim, bem como sua representação em variadas plataformas, incluindo meios digitais e impressão 3D. Esta última técnica, em particular, promove a acessibilidade à arte contemporânea, especialmente para aqueles com limitações visuais, tornando-a tangível e perceptível além do visual. Ademais, propõe-se a ampliar a apreciação das obras artísticas por um espectro mais amplo de público, através da intersecção entre arte e novas tecnologias, facilitando assim uma maior inclusão e democratização no acesso à arte. Além disso, propicia uma análise crítica e teórica sobre o papel das novas tecnologias nas artes, analisando como estas ferramentas transformam a produção, a percepção e a interação com as obras artísticas, contribuindo para um diálogo enriquecedor entre as disciplinas artísticas e tecnológicas.

Kristo_pulso
Thiago José de Alcântara
2024

A obra é uma releitura das imagens de Cristo pintadas e desenhadas por Guignard. O seu visual deve à ilustração digital e pixelização. O seu movimento, o pulso, é viabilizado pela linguagem dos gifs.

Manual para Inspiração
Estelle Flores
​2024

Manual para Inspiração é uma machinima de 2:38″ realizada no jogo The Sims 4 que fala sobre ideais românticos em torno da situação de estar inspirado, sugerindo que tal estado é um luxo alcançado apenas em ambientes simulados livres dos malefícios do capitalismo tardio, guerras e crises climáticas. Algo tão fora da realidade quanto estar com todas as contas pagas e sabendo que as pessoas que você ama estão seguras e felizes. Relacionando duas telas em multicanal, uma delas sendo um vídeo de gameplay, o vídeo se utiliza de uma técnica de captura de atenção amplamente aplicada na publicidade para redes sociais e explora fricções de discurso no processo de criação artística, ao justapor pressões de mercado, fetiches curatoriais e a própria agenda política dos artistas, aludindo às vezes às 10 Regras de Corita Kent e em outras ao The Manual de Bill Drummond e Jimmy Cauty.

Migrações
Patricia Siqueira
​2023

A série “Migrações” é composta por desenhos de nanquim sobre papel e fala de um movimento que sempre existiu no mundo, que ocorreu e ainda ocorre em ritmos, mudanças, tempos e circunstancias diversas. Uma série constante de deslocamentos de pessoas e animais em busca de um outro lugar, um outro espaço, uma outra perspectiva de vida ou uma necessidade orgânica, entre outros inúmeros motivos, impulsos e necessidades. Um desenho modificado do mundo.

MONDO CANE
Andre Araujo
2023

MONDO CANE (2023) é uma história em quadrinhos inteiramente produzida por uma Inteligência Artificial generativa, treinada no estilo de Andre Araujo. A obra explora o cruzamento entre o Expressionismo Hardcore, o Gótico Tropical e as teorias decoloniais, criando um universo distópico onde o grotesco e o sublime se entrelaçam. A narrativa gráfica revela uma crítica visceral ao capitalismo selvagem e às estruturas coloniais, através de uma estética agressiva e fragmentada. A IA, longe de ser uma ferramenta passiva, torna-se um agente criativo que reconfigura a linguagem visual de Araújo, amplificando a distorção das formas corporais e a tensão entre o urbano e o primitivo. O contraste entre as cores vibrantes e a escuridão dos temas abordados – violência, erotismo distópico e opressão – reforça o caráter alienante e fascinante da obra. MONDO CANE propõe uma reflexão crítica e sensorial sobre a colonialidade e suas repercussões nas sociedades contemporâneas.

Os noivos e seus frutos ao entardecer de Minas
Cris Moreira
​2024

OS NOIVOS E SEUS FRUTOS AO ENTARDECER DE MINAS é uma obra digital que homenageia “Os Noivos” de Alberto da Veiga Guignard (1937) com uma combinação de colagem, desenho e pintura digitais. Inspirada nas raízes afrofuturísticas e no estilo de Jean-Michel Basquiat, a peça reinterpreta o casal retratado por Guignard em um contexto contemporâneo e experimental. Ela sobrepõe outra versão da pintura original, um tipo de continuidade com os possíveis descendentes do casal, ou seja, “os frutos” em um layout dinâmico, ao lado de elementos visuais caóticos como respingos de tinta, linhas abstratas e símbolos gráficos. A obra conecta o passado ao futuro, destacando temas de ancestralidade, identidade e descendência afro-brasileira de forma vibrante e inovadora.

Pedaços de uma construção
GILZO JUNIOR
​2024

Pedaços de uma construção, retrata através de performance a reconstrução de uma caneca, aglutinando os seus pedaços, marcas profundas como cicatrizes que nos marcam durante nossa jornada de uma vida, dores, resistência e resiliência.

Pixel Profs [Estrato]
Celso Lembi
​2023-2024

Pixel Profs Escola Guignard 80 Anos é uma coleção de retratos e memórias em pixel art de todos os professores que conheci desde o ano de 2000. Foi concebido como homenagem aos professores e em reverência aos 80 anos da Escola Guignard em 2024.

Ponto de Fuga
Rodrigo Castilho
2024

Constitui-se de poema visual em formato JPG, elaborado a partir da manipulação digital de desenho digitalizado. “Ponto de Fuga” sugere um espaço, um cômodo, cuja construção se dá a partir de um ponto de vista específico sob o princípio das leis da perspectiva. No ponto focal para o qual convergem as linhas espaciais lê-se a palavra desenho, inscrita digitalmente sobre o papel outrora desenhado com pastel oleoso.

Relendo Guignard: As gêmeas
Mariana Tanure
​2024

Esta fotografia é, antes de tudo, uma homenagem à Guignard. Esta obra foi produzida especialmente para participar da Exposição Guignard Digital. A ideia foi revisitar a obra de Guignard e recriá-la de acordo com a minha percepção, a minha expressão artística. E também atualizá-la, tanto quanto possível, para que seja uma obra que tenha uma visualidade contemporânea, e seja compatível com a exposição digital.

S/título [Série Velhos Muros, Novos Rumos]
José Schneedorf
2019

A série “Velhos Muros, Novos Rumos”, aqui apresentada em excertos de sua primeira obra (premiada na I Bienal Osvaldo Goeldi – também realizada em ambiente virtual, e batizada com o nome de uma das figuras mais relevantes do cenário histórico da arte gravada em geral), na forma de díptico com a peça mais recente, aproxima e entretece campos: apropriando-se de lambes e pichações encontrados nos muros das metrópoles, interpreta-os com figurações que dinamizam a potência da Xilogravura para a representação das linhas de envelhecimento; e tal envelhecimento, por sua vez, como potência de sabedoria de vida. Em segunda camada, aproxima e entretece as linguagens gravadoras das urbanas, algo do qual o espaço acadêmico contemporâneo vem comprovando mútuos haveres. E mútuos afetos. Em terceira camada, permite especular, através da temática dessa exposição, as relações e interpretações entre o gravado tradicional (Xilogravura e Serigrafia, no caso) e o projeto digital que a este conduz – tanto em relação às potencialidades com que se constitui o ensino-aprendizagem na Escola Guignard, sempre aberta à inovação processual (bem como acolhedora à formação de artistas urbanos), quanto em relação às proximidades e distâncias entre um e outro: projeto e concretização – especialmente em diversidade de auras e acasos.

Sem título
Thereza Portes
2024

Pinturas realizadas durante a pandemia com tintas naturais produzidas com pigmentos do quintal da casa da artista. Materiais utilizados: caroço de abacate, urucum, açafrão, terra, hibisco, jenipapo, jabuticaba, folha de mangueira e erva de passarinho.

Sem título
Carolina Sanz
2024
Decorposição é um desenho que combina o figurativo do corpo decomposto, com o uso da palavra na obra. “Decorposição” é um termo inventado pela artista, assim como as formas retorcidas e os elementos orgânicos do corpo impossível representado. A obra foi realizada em 2024, com giz pastel oleoso sob papel pólen,

Ser paisagem
Alice Castro
2024

Seis colagens manuais realizadas a partir do recorte de fragmentos de revistas em papel canson A4 200g. As colagens foram digitalizadas posteriormente. No trabalho observa-se a sobreposição de fotos de lugares com a contraforte de seres, o que gera a ideia de lembrança, rastro e vestígio.

Terra Vista da Lua
Felipe de Oliveira
​2023

O show Terra Vista da Lua, derivado de álbum musical homônimo e idealizado pelo artista Felipe de Oliveira, circulou entre os anos de 2021 e 2024. Este curta-metragem documental revela o trabalho invisível concernente aos bastidores da turnê, envolvendo o processo criativo e a produção, bem como narra e organiza as angústias, dilemas e prazeres próprios à criação artística. Acima de tudo, trata-se de filme sobre as relações que se tecem entre equipe e artistas partícipes, para que um espetáculo possa se apresentar.

Voo no Vazio
Larissa Campello
​2023

A videoarte “Voo no vazio” é uma demonstração de voo, uma das camadas de uma pesquisa iniciada há um ano e meio em busca do sonho da asa própria, onde me propus a construir, inspirada nas utopias modernas de Santos Dumont e Helene Alberti, uma asa feita de terra e céu para voos no vazio.

Wacmêjê
Alba Vieira; Cláudio Magalhães
2024

Wacmêjê é “verão” na língua da etnia krahô (Tocantins). Os Krahô são reconhecidos pela preservação de suas tradições e celebrações, por sua alegria genuína e por serem os senhores do Cerrado. O verão é representado pelo clã Catàmjê, uma das duas metades sazonais da etnia. O Catàmjê é associado ao verão, ao dia, ao leste e ao pátio central da aldeia aonde se reúnem para celebrar festividades, dividir o trabalho e tomar decisões importantes para a comunidade. Pertencentes ao tronco Macro-Jê, têm suas aldeias divididas em dois partidos – o do inverno (Katam’jê) e o do verão (Wacmêjê) -, que se revezam no poder de acordo com os períodos de chuva e seca na região.
As cores do verão inspiram os dois artistas, da dança e da pintura, Alba e Cláudio respectivamente, em suas jornadas criativas. A videodança explora a vulnerabilidade da arte imprevisível, e o comprometimento com a beleza e a alegria de brincar e se movimentar com as luzes no jogo com as sombras.